quinta-feira, setembro 28, 2006

Não morremos hoje e casamos amanhã!

Nos primeiros tempos da modalidade, o início das corridas de motociclismo era bem diferente daquilo que é hoje. Como não era possível cronometrar os tempos de cada piloto com precisão e fiabilidade, não havia forma de estabelecer uma grelha de partida. A solução encontrada passava por haver um grupo de homenzinhos de capacete a correr de um lado a outro da pista com o objectivo de chegar o mais rapidamente possível à sua mota.

Actualmente, a precisão na medição do tempo chega ao milésimo de segundo. De facto, 0,001 segundos bastam para atribuir a pole position ou a vitória numa corrida. Contudo, um milésimo de segundo é uma eternidade quando comparado com o mais recente elemento da escala do tempo, o “attosegundo” (attosecond) – milionésimos de milionésimos de milionésimos de segundo, ou mais precisamente 10^-18 de segundo. De acordo com o artigo que estive a ler, um “attosegundo” está para o segundo como um segundo está para a idade do universo.

Já correm rumores que na ilha de Kronos o pânico está instalado. Os segundos suspiram a cada milésimo e sentem-se a perder forças. Os nanosegundos estão inconsoláveis, mortinhos de inveja por terem perdido todos os seus recordes. No entanto, o caso mais grave parece ser o da simultaneidade, que está desaparecida, sem dar notícias, desde… Até ao momento, fontes próximas da figura em causa não confirmam nem desmentem que ela se tenha tornado num mito.

Tempus fugit

quarta-feira, setembro 27, 2006

Joy to the fishes in the deep blue sea



"Joy to the world
All the boys and girls
Joy to the fishes in the deep blue sea
Joy to you and me"

quarta-feira, setembro 20, 2006

O perigo das amostras pequenas

Durante a minha primeira hora de almoço completa dos últimos quinze dias (hora, no sentido de 60 minutos, claro está) descobri uma inverosímel realidade: numa mesa de cinco pessoas, eu incluída, apenas uma (no caso, eu própria) sabia em que consistia a iguaria gastronómica raia de pitau. Ninguém sabia, ninguém tinha sequer ouvido falar - a palavra pitau soava a erro fonético da minha parte. Mas não, meus caros, como, de resto, poderão verificar aqui, aqui, ou mesmo aqui. Se ainda assim permanecerem com dúvidas por esclarecer, penso que as restantes 34 397 entradas do google poderão esclarecer-vos melhor.

sábado, setembro 16, 2006

sexta-feira, setembro 15, 2006

Controvérsias à parte, deu-nos algumas das mais brilhantes entrevistas com a história.

domingo, setembro 10, 2006


Peço desculpa, mas depois de US Open e Grande Prémio de Itália de F1 tinha de escrever qualquer coisa sobre a corrida de Sepang. É inevitável! Para quem não viu, o que eu posso dizer é que perdeu uma das melhores corridas dos últimos tempos. Claro que teve o desfecho que eu gostaria, mas ao dizer que foi uma corrida de tirar o fôlego não estou a ser parcial. Foi mesmo muitíssimo emocionante!
E a contagem decrescente continua! De -38 passámos para -26!!

Ainda sobre desporto

Mais tarde ou mais cedo teria de acontecer. É o fim de um ciclo, a lei da vida, o que quiserem chamar. Na minha opinião, já não era sem tempo... Apesar de lhe reconhecer muito mérito, o seu estilo nunca me cativou. Espero que a sua saída possa trazer mais emoção às corridas e que os resultados deixem de reflectir jogos de bastidores e preferências dentro das equipas.
Confesso que, apesar de ficar um pouco triste por não ter acontecido como esperava, não deixa de ser engraçada a forma como as certezas "quase" absolutas acabam por cair por terra.

Ainda assim, espero que seja a única surpresa face ao final largamente antecipado...

Regresso à infância

segunda-feira, setembro 04, 2006

Eusébio, modelos económicos e snooker

"Puxando o pé para trás e aproximando-o da coxa, Eusébio dava balanço. Num movimento de pêndulo, com impulsos bem coordenados, rematava no momento exacto em que a perna se esticava e atingia a velocidade mais alta. Orlando Fernandes, professor da Faculdade de Motricidade Humana (FMH), não tem dúvidas: «Naturalmente, o antigo goleador foi dos raros jogadores que seguia todas as leis básicas da biomecânica, aplicando a velocidade e potência máxima de remate que um corpo consegue atingir»."

Não consigo deixar de ler isto sem me lembrar de modelos económicos. Tudo porque, na faculdade, tive um professor que para nos convencer de que os agentes económicos, apesar de não maximizarem a sua utilidade sujeitos à sua restrição orçamental e outras coisas que tais, se comportavam como se o fizessem (ou perto disso) dava-nos o exemplo de jogadores de snooker (dos melhores do mundo) que, apesar de não conhecerem as leis da física e da mecânica (ou, mesmo conhecendo, não tendo capacidade de, em segundos, fazer todos os cálculos necessários) jogavam, quase sempre, a melhor jogada possível de acordo com essas mesmas leis.

Ora, parece-me que esse professor era precisamente do Benfica - poderá deixar de falar de snooker e passar a falar do Eusébio. A empatia com grande parte da audiência
será imediata.

sábado, setembro 02, 2006

Há coisas que arrepiam. Está uma pessoas descansada no sofá, a folhear a Única, quando se depara com "Um sonho de Menino" e vê o Jorge Gabriel, em tamanho A4, de chuteiras, equipamento azul e uma daquelas plaquinhas com o desenho de um campo de futebol - sim, Jorge Gabriel é treinador do Futebol Clube de Arouca. "Eegrre" - pensei. "Não me consigo ver num rival do Sporting. Irei lutar até ao máximo das forças para evitar isso". Ah bom, assim fico mais descansada. Eu e 5 999 999 portugueses.

sexta-feira, setembro 01, 2006

"O povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos. Coragem, Portugeses, só vos faltam as qualidades"

in Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX por José de Almada-Negreiros Lisboa, Dezembro de 1917